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Resultados da Pesquisa
Item Desenvolvimento de um sistema para o diagnóstico precoce do diabetes mellitus tipo 2(2015-04-27) Brazaca, Laís CanniattiA obesidade tem aumentado dramaticamente nos últimos anos, tornando-se o maior fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, vários tipos de câncer, e também do Diabetes mellitus tipo 2 (DM 2). A associação da obesidade com o desenvolvimento do DM 2 pode ser explicada, em parte, pela secreção alterada pelo tecido adiposo de adipocinas, como a adiponectina, um hormônio com propriedades antiinflamatórias e de sensibilização à insulina. O excesso do tecido adiposo regula negativamente a secreção de adiponectina, o que ocorre de 10 a 20 anos antes da hiperglicemia crônica, fazendo com que este hormônio seja um bom indicador para o diagnóstico preditivo de DM 2. A concentração de adiponectina em plasma é usualmente aferida por ELISA, método não amplamente utilizado devido ao seu alto preço, necessidade de pessoal qualificado e material e, dessa maneira, ainda praticamente inacessível à grande parcela da população. Sendo assim, o desenvolvimento de novas metodologias e de ferramentas de diagnóstico confiáveis e de baixo custo (que possam ser implementados pelo Sistema Único de Saúde SUS) é imprescindível. Aqui, desenvolvemos um biossensor simples e de baixo custo para detecção de adiponectina baseado na espectroscopia de impedância eletroquímica (EIS) ou voltametría cíclica (CV) usando plataformas nanoestruturadas contendo receptores transmembrana de adiponectina (AdipoR1 e AdipoR2) ou anticorpos anti-AdipoQ imobilizados em eletrodos de ouro. Os melhores resultados foram obtidos através do uso dos receptores AdipoR1/R2 em conjunto com CV. Neste caso, os biossensores foram capazes de detectar concentrações de adiponectina tão baixas quanto 7 nmol L-1 com uma faixa linear entre 0,01 a 0,75 mol L-1 de adiponectina, R²=0,992. O dispositivo apresentou ótima seletividade, estabilidade e reprodutibilidade (ca. 1,7% para n=3). Além disso, em amostras de plasma humano, o biossensor obteve resultados muito próximos aos obtidos pelo método pardão ELISA, com desvio de 14%. Esperamos que este estudo propicie maior acessibilidade ao diagnóstico preditivo do DM 2 através de dispositivos mais baratos, rápidos e portáteis e que um maior número indivíduos possam ser alertados e orientados, evitando o desenvolvimento posterior da doença.Item Novo diagnóstico pode prever Diabetes do tipo II(Jornal Primeira Página, A12, 2015-03-22) Jornal Primeira PáginaMatéria a respeito de um novo sistema que possibilita, de forma rápida e fácil, o diagnóstico preditivo do Diabetes 2 - doença crônica que afeta o metabolismo da glicose. A pesquisa é descrita na dissertação da aluna de doutorado do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do IFSC - GNano/IFSC, Laís Canniatti Brazaca e orientada pelo coordenador do grupo, o Prof. Dr. Vantencir Zucolotto.Item Instituto cria dispositivo para facilitar diagnóstico de pré-diabetes(Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), 2015-03-28) Cruz, Elaine Patrícia; Cruz, Elaine Patrícia; jornalistaMatéria sobre pesquisa coordenada pelo docente do IFSC Prof. Dr. Valtencir Zucolotto para diagnóstico precoce de diabetes.Item A epidemia de obesidade e diabetes: aspectos moleculares e evolucionistas(2015-05-26) Saad, Paulo Mario AbdallahNos últimos 20 anos, no Brasil e na maioria dos países desenvolvidos houve um aumento marcante na prevalência da obesidade. Esse problema foi inicialmente evidente em adultos, e em seguida em adolescentes e crianças. A obesidade é freqüentemente acompanhada de co-morbidades que incluem o diabetes mellitus, a hipertensão arterial e as doenças vasculares. Os diabetes que acompanha a obesidade é classificado como tipo 2, e além da obesidade, que é predominantemente ambiental, há também um componente genético para que essa forma de diabetes se instale. A obesidade e o diabetes parecem refletir uma mudança nos padrões de alimentação, em indivíduos que apresentam genes que ao longo de milênios de evolução foram selecionados para armazenar energia, em épocas primitivas ou pré-agricultura, onde provavelmente havia períodos de restrição alimentar. Entretanto, alimentação caloricamente concentrada, excesso de gordura na dieta e inatividade física dos dias atuais, interagem com esses genes que eram úteis em épocas de fome prolongada, e acabam induzindo a obesidade e o diabetes. Essas doenças têm tratamento adequado hoje, mas o ideal é que se faça prevenção com mudanças de hábitos alimentares e atividade física regular.